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Talvez Gotham City não seja o melhor lugar para impostores, mas ainda assim…

23/05/2011

Como se faz com uma vaca, que até o osso é aproveitado, parece que as empresas de mídia não vão dar descanso ao cavaleiro das trevas.  A Monolith Productions, produtora dos sucessos F.E.A.R. e Condemned para PCs e consoles da nova geração, está desenvolvendo Gotham City Impostors, um first-person shooter multiplayer online onde você poderá jogar com uma das seguinte facções: Batz, cidadãos desgostosos que decidem vestir a capa para lutar contra criminosos, ou Jokerz, bandidos que usam a figura do Coringa como inspiração para seus crimes. Será possível escolher seu tipo de personagem, selecionando classe e tipo físico até roupas e tipos de armas.

Line-up de personagens de Gotham City Impostors

Uma clone da Batmoça com bazuca é algo que eu gostaria de ver.

Eu achei o conceito sensacional. Ele estende uma idéia apresentada no filme O Cavaleiro das Trevas, mostrando como a mera presença de heróis como Batman e criminosos como Coringa pode gerar uma corrente de violência muito maior. Além disso, permite uma outra tomada de Gotham City, nos permitindo conhecer um pouco mais da cidade além dos olhos do Batman. Batman: Arkham Asylum é sensacional, mas fico satisfeito em pensar que os produtores de vídeo-game ainda estão interessados em explorar o universo sem profanar o ícone.

Via Kotaku.

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12 Comentários leave one →
  1. Você Quer Saber Qual É O Segredo do Morcego? permalink
    23/05/2011 13:12

    No filme, vírgula, ó jovem nerd semi-iletrado… o sensacional conceito surge na fundamental Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller.

    • Eduardo Derbli permalink*
      23/05/2011 13:17

      Bom, na verdade é completamente diferente do movimento dos mutantes em O Cavaleiro das Trevas, onde eram todos criminosos anarquistas, mas obrigado pelo comentário.

      Atualização: Tá, eu não quero ser injusto e dizer que é “completamente” diferente, mas não existe uma polarização tão explícita assim entre mutantes e (não me lembro bem do nome mas é algo como) “Os Filhos do Batman”, pois se bem me lembro, eles não chegam a lutar entre si. Além disso, existe uma diferença muito grande em relação a temática, e por isso que entendo que o conceito de Gotham City Impostors tem muito pouco (ou nenhuma relação) com os eventos da revista d’O Cavaleiro das Trevas.

  2. Eu Acho Que Você Quer Saber Qual É O Segredo Do Morcego... permalink
    24/05/2011 10:27

    “Isto não é uma fossa. É uma mesa de operação.”

    Os Filhos do Batman combatiam crimes (à custa de se tornarem criminosos), os Mutantes eram criminosos. Papai Smurf Morcego teve que por ordem na bagaça e adotá-los, isto se deu após a derrota do líder mutante.

    *Tudo* tem a ver com aquela revista. Vão-se 25 anos e, para bem ou para o mal, estamos sob sua sombra.

    • Eduardo Derbli permalink*
      24/05/2011 11:15

      Se não me engano Os Filhos do Batman são uma dissidência dos mutantes, que nasceu depois do Batman dar a surra no lider que você citou, e acho que só lá mais pra frente eles se enfrentam, uma vez (ou duas, sei lá). De toda forma, para mim os temas são diferentes: se no filme acontece uma polarização acontece em virtude da escalation (não consegui pensar em uma tradução que fosse precisa) que o Gordon falou no final do Batman Begins, na revista está mais relacionado com a bestificação da cidade como um todo. O tema da revista não é pessoas normais que querem lutar contra o crime, mesmo que isso aconteça: tem mais a ver com juventude transviada, violência, temas bem mais adultos. Mas deixa eu parar com isso que tá virando um tratado de antroplogia, e um tratado bem ruim para dizer a verdade. “Tudo” tem a ver com a revista? Se você parar para pensar na forma como redefiniu o personagem para sempre, sim. Mas os conceitos no filme e na revista são diferentes, mesmo que ambas partilhem da dicotomia aliados do Batman vs criminosos. Por conta disso que eu acho que Gotham City Impostors está prosseguindo com a idéia apresentada pelo Nolan, e mesmo que ele tenha buscado o conceito primordial em O Cavaleiro das Trevas, não foi isso que apareceu no filme.

      Mas sabe o que é mais legal disso tudo, ó oráculo oculto? Uma das grandes conquistas da democracia é o direito das pessoas terem opiniões diferentes! De toda forma, obrigado pela oportunidade de revisitar a história original, pois essa conversa me deixou com muita vontade de reler a série.

  3. Sim, Você Quer Saber Qual É O Segredo Do Morcego... permalink
    25/05/2011 12:49

    Os tratados ruins de ciência são um dos fundamentos da cultura nerd, “denunciá-los” é uma defesa boba e, mais importante, um contrasenso. Tudo continua apontando para Aquela Revista (AR, doravante). Ter opiniões diferentes não as exclui de se conversá-las. Solipsimo não é opção.

    • Eduardo Derbli permalink*
      25/05/2011 13:08

      Solipsismo nunca foi opção, pois se fosse não teria me engajado nessa discussão em sua primeira interação. Você acha que o conceito do jogo aponta para a revista? Legal, mas eu acho que não. Para mim aponta tanto quanto para qualquer guerreiro da história da civilização que usava um símbolo ou brasão de algum grupo ou ideologia que acreditava partilhar de sua filosofia. Desde o começo meu ponto foi esse, ó profeta misterioso: que os desenvolvedores do jogo estão estendendo a idéia apresentada no filme, não na revista.

  4. ivan permalink
    25/05/2011 14:47

    Agora começo a melhorar!

    iac iac iac iac iac!!!

  5. ivan permalink
    25/05/2011 14:48

    Agora começou a melhorar!

    iac iac iac iac iac!!!

  6. ivan permalink
    25/05/2011 15:12

    E para me posicionar: quando vi o personagem do filme do Nolan, cara comum vestido de Batman, imediatamente lembrei da revista. É certo que os roteiristas tenham sacado essa idéia de lá, como fizeram com tantos aspectos, de muitas sagas e trabalhos diferentes (Ano Um, O Longo Dia das Bruxas, etc). E todos concordamos que o trabalho do Frank Miller com o Morcegão, junto com o Watchmen do Moore, redefiniu o mundo das HQ pops. Mas o que o Nolan fez foi sacar um ponto e ATUALIZÁ-LO, acrescentar o seu tempero, ampliá-lo, aplicá-lo em outro sentido e, alguns poderiam dizer, melhorá-lo; por que não? Passou a ser uma nova referência para futuros trabalhos, como o game, por exemplo, o qual eu não conheço ainda. Agora, quem acompanha minhas intervenções, às vezes etílicas, neste blog sabe que não sou jovem e que consumia nerd things antes que muitos aqui nascessem, embora não me considere nem de longe um Nerd Master. E do alto da minha velha-guardice, acho excesso de saudosismo um saco. Tudo se resume a DKR?!?… Nem o Miller acha isto, pôrra. Ou como diziam no nosso tempo: “o mundo gira e a Lusitana roda!”

    • Eduardo Derbli permalink*
      25/05/2011 15:35

      Você, Ivan, bem como nosso amigo tímido, não está tocando no ponto nevrálgico da discussão, talvez eu não tenha me explicado direito.

      O amigo que supostamente conhece o segredo do morcego falou de conceito. O conceito do jogo acima (de acordo com o press release) é: cidadãos comuns decidem se inspirar nas figuras do Batman e do Coringa para proteger a cidade e provocar caos, respectivamente. Esse é o mesmo conceito daqueles caras vestidos de Batman no filme do Nolan, nisso concordamos. Salvo engano, os Filhos do Batman de DKR são uma dissidência dos mutantes, depois que o Batman dá uma surra no líder deles. São conceitos diferentes, mesmo que ambos envolvam “civis” (e coloco entre aspas porque Bruce Wayne também é um civil) se inspirando no Batman para lutar: uma coisa é o evento de pessoas comuns usando a “marca” do Batman para lutar, isso é somente uma evento comum, inspirado ou não. O conceito é outro. Na revista não tem nada a ver com pessoas revoltadas com a violência da cidade, mas com um grupo de jovens arruaceiros (essa é a matriz da gênese dos mutantes, juventude transviada) que, ao ver a queda de seu líder ideológico, imediatamente muda sua lealdade para o ícone mais próximo.

      Nolan se inspirou em DKR para colocar isso no filme? Talvez sim, talvez não: ele pode ter tirado isso de qualquer outro dos 20 arcos de histórias nos quais algum evento da mesma natureza ocorre. Pessoalmente, é indiferente para mim. Mas para mim são dois conceitos diferentes com manifestações semelhantes, e só. E Gotham City Impostors (aparentemente) está infinitamente mais próximo do conceito do filme que da revista.

  7. ivan permalink
    25/05/2011 16:36

    Eu não conheço o jogo, por isso limitei-me a comentar o comentário.

    O meu ponto é: ainda que o Nolan tenha se inspirado, remotamente que seja, na revista, apresentou, conforme vc diz, um conceito novo, ou atualizado, como eu prefiro (coisas de hermenêutica gadameriana e outras bobagens de História e outras “ciências sociais”).

    E o jogo, ao que parece, vou conferir, remete mais ao filme que a revista. Sendo o enredo como vc colocou, seu argumento procede.

    A minha implicância não tem necessariamente a ver com o foco do debate acima in totum, mas com a tendência, compreensível e natural, de fazer virar cânone único ou panteão as coisas que achamos geniais.

    • Eduardo Derbli permalink*
      25/05/2011 16:44

      Com isso eu concordo plenamente. É como a constatação que que quatro em cada cinco histórias de ficção se baseiam no mito do herói. É verdade, todo mundo sabe, mas é só uma parte pequena de uma história, que tem milhares de outros fatores.

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