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A voz da sabedoria: Mortal Kombat – Legacy

28/07/2011

Marca de Mortal Kombat: Legacy

Mortal Kombat: Legacy foi concebida depois do enorme sucesso do curta Mortal Kombat: Rebirth, iniciativa isolada do diretor Kevin Tancharoen, com objetivo de arranjar um contrato para reboot daquele filme horroroso que todos tentamos com muita força esquecer. Não funcionou exatamente como ele esperava: ganhou um contrato para uma websérie, na esteira do lançamento do último jogo da franquia. Falamos aqui de Rebirth e do primeiro episódio, mas com o tempo fui vendo que não valia a pena avaliar cada episódio isoladamente, então deixei para fazer uma resenha depois do lançamento do último episódio.

Muitos dos problemas do primeiro episódio foram reparados no prosseguimento da série, mas outros não. Com o passar dos episódios, as artes marciais forma definitivamente tomando conta da coisa, e as lutas não foram nem tão mal coreografadas assim. Contudo, o problema da câmera lenta a cada três golpes não piora, mas vai ficando progressivamente mais irritante. Faz sentido dentro do contexto do jogo, mas já nos acostumamos a sequências de luta mais ágeis e realistas, assim a série destoa do que é considerado bom hoje.

Gostei bastante da mistura entre misticismo, artes marciais e tecnologia, eles realmente não fizeram nenhum esforço para separar as três coisas, o que torna o mundo como um todo um bocado mais orgânico. Mas me impressionou mesmo como os efeitos foram ficando melhores de um episódio para o seguinte: tanto maquiagem quanto efeitos visuais foram ficando cada vez mais naturais, e o último episódio tem uma luta inteira em computação gráfica que bota muito filme no chinelo. Achei a parte em animação dos episódios da Mileena e Kitana um toque interessante, mas tenho restrições pessoais àquela técnica específica, não me cai bem.

A história, como esperávamos, é um fiapo. Não faz absolutamente qualquer esforço para se manter coesa e, por Bob, como é mal conduzida. Senti muita falta de alguma coisa, algum elemento que fortalecesse o vínculo entre histórias tão diversas, mas (quase) nada. Você pode ler os nove roteiros e nunca perceber que são da mesma série. Os atores são um desastre à parte, mas é muito difícil julgar esse tipo de coisa quando cada um fala tão pouco, e os que eles falam faz tão pouco sentido.

Contudo, mesmo depois de todas essas críticas, a série não deixa, digamos, “um gosto ruim na boca”. Ela entretém, e não é tão absolutamente ofensiva quanto poderia. Percebe-se um esforço em fazer algo diferente, e definitivamente eles não fizeram uma coisa chapa branca e cheia de filtros para agradar ninguém. É ruim? É. É bom porque é ruim? Talvez. É ruim o suficiente para ser bom? Possivelmente. É bom o suficiente para ser ruim, mesmo sendo bom além da sua ruindade? Quem sabe?

O 88 Milhas por Hora dá para essa websérie a nota 6,267 nuggets de frango.

Indo ao website Machinima você poderá ver a série completa.

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