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5 motivos pelos quais todo nerd deveria visitar Orlando

20/09/2011
Mickey e Warwick Davies

Wicket? Is that you?

Como tudo o que é bom acaba rápido e, com frequência, abruptamente, estou de volta das minhas férias na Disney. Trago de lá muitas memórias fantásticas que certamente nunca esquecerei (pelo menos até 2014, quando terminarei de pagar essa viagem), mas somente uma certeza: Orlando é o lar dos nerds.

Somos bem recebidos lá

Tinha acabado de chegar na cidade e, em menos de três quilômetros, vi um outdoor com o Spock, um com o C-3PO e um com o Harry Potter. Nerd lá não é um pequeno nicho – é possivelmente uma das partes mais importantes do mercado de turismo. Existe uma miríade de atrações especificamente desenvolvidas para nerds, e vai muito além dos parques – temos coisas como Medieval Times e Pirates Dinner Adventure que tornam ser nerd não só uma escolha pessoal, mas um evento social.

Jumbo Doritos Pack

Um pacote de Doritos de meio quilo custa o equivalente a três reais. E não é só isso: a cidade é uma Meca para comprar todas as besteiras que gostamos de comer: biscoitos, chocolates, refrigerantes. Você sacode uma árvore e cai uma pizza na sua cabeça. Essas coisas lá são assustadoramente baratas e incrivelmente disponíveis – a qualquer hora do dia, posso comer um pernil direto do osso. E o bacon. Ah, o BACON. Ele está em tudo, a ponto de ser difícil achar um hambúrguer que não viesse com o mesmo (não que eu tenha procurado, mas minha mulher…).

Aventuras radicais e contato com a natureza, mas nem tanto

Nerds não são propriamente aventureiros por definição. O conceito de aventura do nerd é quase sempre algo que envolva uma cota de malha que ele nunca vai realmente vestir. Sendo assim, passeios nos parques da Disney e afins são uma ótima forma para nerds respirarem ar puro e fazerem alguma atividade que envolva caminhada. Lá se vê pessoas que claramente não andam até a cozinha para pegar um copo d’água caminhando por horas sob o inclemente sol da Flórida para chegar ao simulador do Homem-Aranha. Além disso, existe a questão da aventura controlada – tudo lá é extremamente seguro e bem projetado, na medida certa para quem quer emoções fortes mas não está realmente a fim de voar de asa-delta.

Brinquedos, brinquedos, brinquedos

Não é nem a questão do preço, uma vez que não é muito barato. Quer dizer, é mais barato que aqui no Brasil, mas ainda é caro. A questão é a variedade. Não há nada, nada que não possa ser encontrado lá. Exemplo: há espalhados pela Disney pequenos estandes chamados Build You Own Lightsaber. Isso mesmo. Você escolhe cada peça, cada detalhe, do botão à cor da lâmina. Claro que eu não quis montar outro, uma vez que já tenho um montado há 13 níveis atrás, mas ver 30 pessoas, de 8 a 80 anos, em volta de um estande, cada um montando seu lightsaber, é algo insólito e belo, como uma supernova. Há todo tipo de miniaturas, bonecos, bustos e até estátuas em tamanho real, e tudo, tudo está há venda.

Diversão há toda prova

Visitar os parques de Orlando é provavelmente a atividade nerd menos cerebral que se pode fazer. Lá você encontra passeios tensos (e outros nem tanto), mas nada que exija de você muita mais que sentar e curtir – não há nada que agrida os cânones de forma muito agressiva a ponto de um nerd sentar por 3 horas para discutir quem atirou primeiro. Lá se pode exercer a nerdice sem o peso de precisar evangelizar alguém, ou reparar alguma injustiça. É simplesmente diversão, e uma que não encontra par ou equivalência.


Por esses motivos e outros, eu acho que vale a pena, uma vez na vida, se possível, juntar uma grana e contrair enormes dívidas para visitar a cidade e suas atrações tão bem desenhadas para nós. É como passar dias dentro de um filme. Na verdade, dentro de vários: ficção científica, piratas e dinossauros são alguns dos mundos que se pode visitar, e podemos fazê-lo da forma mais despretensiosa possível.

P.S.: I’m back, biatches.

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8 Comentários leave one →
  1. ivan permalink
    20/09/2011 15:21

    Oi, cara! Seja bem-vindo de volta!!!

    (…acabou-se a paz…)

    🙂

  2. Eduardo Derbli permalink*
    20/09/2011 15:36

    Watch your mouth kid, or you’ll find yourself floating home. 😉

  3. 20/09/2011 18:12

    The stuck-up, half-witted, scruffy-looking nerf herder is back, and already angry.

    Bem vindo meu caro.

  4. Andre de Lemos permalink
    21/09/2011 12:52

    Sou um fiel e exemplar seguidor da doutrina. Minha viagem à “Meca-Nerd” foi realizada aos 17 anos de idade. Já estou de bem com os designios de Alá, meu bom Alá.

    Mas como muita coisa mudou para melhor nesses últimos 14 anos (nossa, já faz isso tudo!?), exceto a cotação do dólar, que era 1 para 1 com o Real quando viajei (yeeeeey!): novos brinquedos, novas bugigangas inspiradas nas “coisas que amamos”, novas guloseimas e uma coisa central… BEER! Eu era “dimenor” quando viajei e não me embriaguei nos EUA. Sendo assim, e pelas excelentes razões que o Duda sublinhou (e as que ele não frisou, mas igualmente importantes), uma viagem para lá de novo figura nos horizontes…

    p.s.: Welcome back, biátch!

    • Eduardo Derbli permalink*
      22/09/2011 13:07

      Pô, encher a lata lá é uma das poucas coisas que são mais caras que aqui. Difícil encontrar uma cerveja por menos de US$ 3,50.

  5. ivan permalink
    21/09/2011 18:32

    Se inveja matasse (o invejado, é claro) tinha gentes caindo durinho agora mesmo!

Trackbacks

  1. Je voudrais un croissant « 88 Milhas por Hora

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