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Aos vencedores (sic), as geladeiras

27/10/2011
Steven Spielberg em entrevista

STEVEN SPIELBERG IS THE MOVIES! BOOM!

Parece que nosso ídolo e, porque não dizer, (um dos) patrono(s) do blog, Steven Spielberg resolveu dar uma entrevista bombástica.

Disse que Jurassic Park 4 está em fase de roteiro, e que George Lucas está cozinhando a história do próximo Indiana Jones. Mas isso não é realmente importante. Importante mesmo é o que ele falou sobre toda a história de alienígenas e seres pan-dimensionais do último Indy, o MacGuffin que provocou a ira da comunidade nerd e de nostálgicos de plantão e fez o impensável: que quase ninguém mais queira um novo filme do Indiana Jones.

I’m very happy with the movie. I always have been… I sympathise with people who didn’t like the MacGuffin because I never liked the MacGuffin. George and I had big arguments about the MacGuffin. I didn’t want these things to be either aliens or inter-dimensional beings. But I am loyal to my best friend. When he writes a story he believes in – even if I don’t believe in it – I’m going to shoot the movie the way George envisaged it. I’ll add my own touches, I’ll bring my own cast in, I’ll shoot the way I want to shoot it, but I will always defer to George as the storyteller of the Indy series. I will never fight him on that.

Como se nós não tivéssemos motivos o suficiente para odiar Lucas, agora Spielberg bota mais essa inteiramente no colo dele. Pessoalmente, não fiquei lá muito incomodado com a questão dos alienígenas. Não posso dizer que curti, mas o MacGuffin não é nada perto de outros problemas infinitamente mais graves do filme, e Spielberg pegou um desses problemas, enrolou em uma mantinha, deu uma chupeta e falou “amo meu filhinho”:

The gopher was good. I have the stand-in one at home. What people really jumped at was Indy climbing into a refrigerator and getting blown into the sky by an atom-bomb blast. Blame me. Don’t blame George. That was my silly idea. People stopped saying “jump the shark”. They now say, “nuked the fridge”. I’m proud of that. I’m glad I was able to bring that into popular culture.

Não acredito que ainda seja possível que Spielberg perca meu respeito, dada sua incomparável contribuição para minha nerdice. Mas lendo o texto acima, mesmo que por um segundo, eu quis matá-lo. E depois me açoitei 36 vezes pela heresia.

Mas juro que se Spielberg assumir a autoria do Shia-Monkey, as ruas serão manchadas com sangue.

Via Nerd Bastards.

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3 Comentários leave one →
  1. 27/10/2011 09:56

    Hahaha! Mas que filha da puta! “O cara é meu parceiro, então faço a merda que for” 😀

    Mas fala sério, o pior é que eu curti o filme, achei maneiro o lance dos aliens (que existem em Star Wars) e morri de rir com a geladeira. Não me pareceu pior do que cair de um avião com o bote.

    Na verdade a única coisa que me incomoda no filme é Shia Labeouf. Esse cara me incomoda profundamente…

  2. Andre de Lemos permalink
    01/11/2011 19:30

    Horizontes e perspectivas jamais devem ser subestimados. Caras como eles (Spielberg e Lucas) não possuem mais nada a conquistar. Nenhum mundo para construírem, nenhum projeto (projeção, algo a ser feito ainda). Quando se chega a um ponto como esse de suas vidas, torna-se quase inevitável fazerem como Alexandre, filho de Felipe da Macedônia: chegam num ponto do vastíssimo império e se vêem obrigados a olharem para trás… E chorar.

    Acho que para não ficarem chorando pelos cantos hollywoodianos, eles buscam no que já fizeram e refizeram elementos para deslocar, relocar, mover, costurar, “mashupar” (sem “trocadalho do carilho”, por favor!) e vender, é claro. Mas não conseguem produzir nada de impacto, nada que preste.

    Concordo que “Indiana Jones 4” teve lá seus méritos, e no que tange às saídas mirabolantes e inacreditáveis de Indy, não há muito ali que desonre os originais, isso é um tópico constante nos filmes clássicos. Mas

    É o que se pode perceber nas constantes intervenções de Lucas em Star Wars e na desesperada fixação de Spielberg com aliens… Po, e.t.’s não são como o precioso ouro suíno (bacon). Ao contrário da magnífica iguaria, que vai bem com tudo, aliens não constituem uma panacéia cinematográfica, ou seja, a cura de todos os males em uma produção.

    Fico sempre com a pulga atrás da orelha com o tal do Shia Lebeuf. Mas é aquilo, ele surgiu para o mainstream como protégée do Spielberg, ou seja: talvez se possa dizer que ele foi mais uma tentativa de inventar moda do bom e velho “stev-o”. Contudo, não apenas o seu nome artístico é quase um trava-língua, como sua capacidade de interpretar sempre o mesmo personagem, com a mesma intensidade (exageradíssima, na minha opinião) beira as raias de um Keanu Reeves. ‘Nuff said.

    Enfim, o que eu quero dizer é: quando não há horizontes a perseguir e mundos a conquistar, vencerá a nostalgia de um passado “not so long ago”, com monstrinhos de uma “galaxy, unfortunatly, far far way”… Sejam Ets fofinhos, ets bolados, autobots e decepticons, ou o Shia LeBeuf…

    Não é só com eles que isso acontece, é uma tendência cinematográfica atual nos EUA. Requentar o que já foi feito, retornar aos clássicos com novas roupagens para as novas gerações conhecerem e se interessarem pela história do cinema americano. Algumas profanações surgem desse tipo de iniciativa. Outras prefiro sequer mencionar como possibilidade. Vai que…

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