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Lambda Lambda Lambda: filmes que pagaremos para ver mas que não valerão a pena (provavelmente)

08/12/2011
David Slade, Michael Bay e Patty Jenkins

David Slade, Michael Bay e Patty Jenkins

O homem não tem medo, mas nós temos muito

David Slade, contratado há algum tempo para o reboot do filme do Demolidor que ninguém mais achava que sairia, disse que está tudo nos trilhos, e que o roteiro já está pronto, e que é fodástico, vai mudar a história do cinema e talz. Tá, ele não disse isso, mas disse que tá legal. Aí você se pergunta: quem caralhos é David Slade? Ele dirigiu um filme da “saga” Crepúsculo. E isso diz muita coisa.

Ok, talvez eu esteja sendo injusto. Ele também dirigiu o excelente Menina Má.com, e ele foi bom o suficiente para simplesmente não ficar no caminho do cruel roteiro e das excelentes interpretações dos protagonistas. Também dirigiu um episódio de Breaking Bad, mas eu nunca vi. Ainda assim, eu fico muito preocupado em relação ao julgamento desse cara em relação a roteiros. Sério, o cara me recebe um roteiro de Crepúsculo na mão e diz “acho que rola”? Sério? Mesmo? Não consigo depositar confiança nesse cara. A conferir.

E a quarta praga veio em forma de um robô que se transforma, de novo

Rumores vem e vão sobre a potencial realização de um quarto filme dos Transformers, e embora Michael Bay viva negando que vá ter qualquer participação, a cada dia mais a balança pende para o seu lado. Especialmente em virtude do peso da montanha de dinheiro que os três filmes anteriores fizeram, e vamos combinar, se tem uma coisa que Bay gosta mais que explosões é dinheiro. Talvez porque seja necessário muito para fazer grandes explosões. É um dilema de Tostines.

De toda forma, a mesma notícia que deu conta do retorno (ué, mas quando foi que ele saiu?) de Bay à franquia também dizia que Dwayne “The Rock” Johnson e Mark Wahlberg estariam cotados para protagonizar. Claro, afinal, porque raios alguém iria querer um filme dos Transformers protagonizado por, sei lá, um robô? A verdade é que eu só vi o primeiro, e achei péssimo. Aprendi tudo o que tinha para saber sobre o segundo com Rob Bricken do Topless Robot, e o terceiro eu simplesmente ignorei, embora tenham dito que foi melhor que o segundo. Sendo assim, não, esse novo filme não pode ter qualquer efeito em mim, it can’t hurt me no more. Mas eu não sei se o mundo sobrevive a isso.

Chamem logo Branagh de volta, de uma vez por todas

Patty Jenkins, famosa ninguém que havia sido escolhida para dirigir o segundo filme do Thor, pulou fora. Aparentemente da mesma forma que Kenneth Branagh, ela saiu por “diferenças criativas” em uma solução “mútua e amigável”.

Deixe-me traduzir: “esse roteiro é uma merda, eu quero mudar mas não me deixam, pois precisam começar a filmar no início de 2012 para lançar em julho de 2013, como planejado. Então eu vou sair dessa bomba, mesmo sabendo que encheria meu rabo de dinheiro, afinal, eu não sou o Michael Bay que faz qualquer merda por milhões de dólares. Grata pela oportunidade, go fuck yourselves. Patty Jenkins.”

Via io9, Geek Tyrant e Blastr.

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11 Comentários leave one →
  1. Felipe Esteves permalink*
    08/12/2011 14:17

    O que me dá esperanças no Demolidor são duas coisas: que o roteiro será baseado no Born Again do Frank Miller (não lembro agora se ele irá participar diretamente), andaram falarando nisso. E que dificilmente algo pode ser pior do que aquela catástrofe com o Affleck. Talvez, talvez, inserir o Demolidor no lugar do Wolverine no Wolverine:Origins e dublar o filme em mexicano.

    Quanto ao Thor, minhas esperanças estão na continuação do Branagh. O herói já é por demais borderline para arriscar uma continuação na mão de outro diretor(a).

    Sobre Transformers… não, não tenho nada a dizer.

    • Eduardo Derbli permalink*
      08/12/2011 14:35

      Acho que hoje em dia a participação do Frank Miller é mais um problema que uma ajuda, mas é questão de opinião. E em relação ao filme do Affleck, bom, o reboot do Conan tá aí pra mostrar que nada é tão ruim que não possa piorar.

  2. Andre de Lemos permalink
    09/12/2011 16:01

    Well…

    Demolidor, né? Um personagem muito maneiro, cheio de potencial, mas… Teria que ser algo na linha do Cavaleiro das… Ops, já foi feito. Rs…

    Como sempre, eu pago para ver. Porém, se não for o Nolan na direção e o Nolan no roteiro… Sei lá… Teria que ser alguém muito foda (ou muito fã) e com uma carta-branca fenomenal para deixar o filme no tom certo. Se não os brothers aí, quem?: Irmãos Wachowsky? Zack Snyder? Brian Singer? O cara da saga de Crepúsculo é que não dá, né? A mulherzinha aí até que dá um caldo e… só.

    Na minha “humilde” opinião, Thor foi um cagalhão cinematográfico. Pode ser polêmico dizê-lo nesses termos, mas é minha opinião final sobre o filme. Não gostei de nada no mesmo, nem da Natalie Portman, que é lindinha, mas que está meio padmé-xoxonada nesse filme de novo, só que mais abobalhada. A outra lá, peitudinha-musa-nerd, tá “mais melhor de boa” na película.

    Além disso, eles não conseguiram fazer o “Norwegian-Mythical-Sheakespeare” que, provavelmente, foi empurrado no script ao estúdio (ou pelo estúdio) e uma das poucas justificativas para terem o K. Branagh na direção. Nunca acreditei que conseguiriam. Quando o filme saiu, então, foi batata: não me convenceu. Simples assim.

    Um filme, por mais absurdo que seja, tem a obrigação de convencer, by any means necessary. Tipo: Iron Man. O primeiro convenceu big time! Os lances mais absurdos passam batido. Como o fato de não haver um vilão no filme, tem lá o Iron Monger, mas fala sério… Mesmo assim, o filme é maneiríssimo. O segundo Iron Man, não convenceu. Tem vilão, tem lá os seus momentos, mas nada além disso. Thor foi quase a mesma coisa, só que pior. Nada ali me convenceu. Ficou parecendo algo saído da Broadway, sei lá. Só que sem a parte musical – questão de tempo até adaptarem (como fizeram com o Spider Man e o Batman)???. Hurm…

    Michael Bay… Bom, a camisa diz tudo. Mas, pelo menos ele está fazendo o dele. Show me the money! Essa é a filosofia dele. Ele foi contratado para isso, não para ficar posando de “artista” ou filmmaker. Ele sabe exatamente o que está fazendo e isso é mais do que muito diretor famoso por aí tem, que fazem as porcarias deles e chamam de arte sabe-se lá Deus porquê. Todos os filmes dos Transformers (até o que eu não assisti, o 3º) e, certamente, o 4º será a mesma coisa, fedem, mas é para isso que eles foram feitos. São belas porcarias, não servem para nada além de matar o tempo, nada a acrescentar na sua vida. É como novela. Você senta, assiste e vai embora.

    Não há nada de errado nisso. Eu não gosto, eu não compro, não assisto mais esse tipo de coisa. Dava para melhorar? Claro! Mas para quê? Seria como polvilhar açúcar de confeiteiro em um monte de esterco. Até ficaria um pouco mais docinho, mas, no final das contas, ainda seria cocô. Mas esterco, para seus devidos usos, vende. Ora, se tem plantas que vivem disso, tem mais é que fazer, certo? O mesmo poderia ser dito com um monte de filmes do Adam Sandler, do Eddie Murphy (os mais recentes), Robin Williams, Ben Stiller, Jackie Chan, Mel Gibson e do… HP?

    • Eduardo Derbli permalink*
      13/12/2011 10:47

      Hmmm… como eu posso dizer isso… ah, já sei.

      Você está errado (mostly).

      Em relação a Demolidor eu realmente preferiria um diretor novo, alguém que não tivesse muitas expectativas em cima. E certamente não alguém que tenha dirigido Crepúsculo.

      Em relação a Thor, bom, eu tenho a minha opinião e você tem a sua, e como a sua é final, não vale a pena entrarmos nesse mérito.

      Não entendi uma coisa: você diz que Iron Man tinha menos vilões que Iron Man 2? Putz, Iron Man tinha o Iron Monger, que é vilão por mais da metade do filme e o “Mandarin”… o segundo tem um arremedo de antagonista (o próprio Mickey Rourke admitiu) e um Hammer completamente caricato (apesar do talento do Sam Rockwell). Acho que o problema do filme é justamente que esses vilões são caricatos, e a real oposição dramática do filme fica a cargo do Don Cheadle.

      Em relação a Bay, discordo novamente. Ele não precisa fazer uma obra-prima. Mas ele precisa ter um roteiro. Personagens não podem simplesmente sumir no meio do filme. Motivações não podem simplesmente mudar de uma hora para outra sem motivo aparente ou explicação. Um exemplo: um dos meus filmes de ficção científica / ação preferidos dos últimos anos é A Ilha, dirigido ele. É tão “espetaculoso” quanto qualquer outro filme, mas tem uma ou outra atuação convicente, tem uma história interessante e engajante. Se não é nenhuma obra-prima (e realmente não é, nem poderia), é um filme que não duvida da minha inteligência, e trata de uma alegoria interessante. Isso me mostra que Bay pode fazer melhor, se assim desejar. O problema é que ele simplesmente doesn’t give a fuck. E por isso ele é um babaca. Sou 100% adepto do filme pipoca. Mas ser pipoca não é desculpa para não ter cérebro, e o próprio Bay já provou isso.

  3. Andre de Lemos permalink
    14/12/2011 14:31

    Novamente, não se trata de revogar ou mesmo recusar os axiomas da nobre tradição metafísica.

    O que eu discordo, primordialmente, é da sua concepção de filme pipoca. “FIlme pipoca”, sem querer arriscar uma definição conclusiva, a rigor, não precisa nada. Se existe um gênero “pipoca”, tal qual o antigo TeleCine 4, ele não exige nada do expectador. Gostar do filme ou não é uma questão que não está associada aos méritos cinematográficos da película.

    Talvez possamos até estender isso aos demais gêneros, em maior ou menor escala. Concordamos que filmes pipoca podem ser ou não bons filmes… Mas talvez estejamos exigindo demais deles.

    Talvez o que os faça bons ou ruins somos nós mesmos, nossos “likes and deslikes”, o momento em que os assistimos, as expectativas que criamos ou não etc. Não há fatos quanto a isso, apenas nossas leituras. Mas isso é outra coisa.

    Por exemplo, Thor (pipoquíssimo, na minha opinião), não tem roteiro algum, e achei até ridiculamente previsível, sem dizer excessivamente espetaculoso. Mas vc gostou, certamente pois encontra elementos ali com os quais se identifica, que vc gosta. Nada mais natural. Mas não acho que seja consequência do filme, que ele tenha feito isso sozinho, ou que seus méritos estejam nele. Talvez, você já tenha levado elementos com vc àquela sala escura. O filme apenas deu forma ao que vc levou.

    Lembra da alegoria da Caverna? Aquela de Platão? Não! A de Dagoba:

    Quando Luke Skywalker tem de entrar na caverna, ele se arma todo, pega blaster e o escambau. Yoda lhe diz: “armas não lhe ajudarão ali dentro”. E Luke pergunta ao Mestre: “é perigoso? O que há ali dentro?”. Yoda lhe diz: “apenas o que você leva consigo”. E mesmo assim ele entra ali armado até os dentes. E o que acontece ali? Seus próprios fantasmas lhe assombram. O pavor de sucumbir ao lado negro, de “give in to anger and hate”. O medo de seguir o mesmo destino de seu pai, Darth Vader. No fundo, penso eu, ele sabia. Seus sentimentos já lhe diziam isso, antes mesmo de Vader revelá-lo de fato. Mas ele ainda estava em estágio de negação, não poderia ver. Não acreditava no que lhe diziam seus instintos. Por essas e por outras não conseguiu levantar a sua X-Wing. Ele só poderia compreender o que estava pronto para compreender, mas isso levaria um tempo.

    O ponto é: foi a caverna que fez aquilo com ele? Não. Aquela sala escura apenas potencializou os medos que ele possuía, aguçou sua imaginação e deixou o próprio inconsciente de Luke fazer o resto.

    No fundo o que eu quero dizer é que é uma questão de gosto, não uma ciência exata. A gente discorda, discute e não há conclusão final, como vc disse. Há apenas o diálogo. Até porque, “Deus está morto”, nobre Eduardo. Mas isso é, também, uma interpretação.

    \\.//_

    • Eduardo Derbli permalink*
      15/12/2011 08:57

      Acho esse um caminho de argumentação muito perigoso. Essa questão de projeções não só é muito abstrata (podendo nos levar citar filósofos alemães e prussianos chatíssimos), como deixa de lado quase toda a teoria de análise fílmica que existe: se você diz que tudo é pessoal e particular, o mero exercício de argumentar vira uma puta egotrip.

      Concordo que gostar ou não é relativo, mas existe parâmetros de construção que permitem que algo seja inteligível, perceptível e muitos outros “íveis”. E é importante deixar claro que parâmetros de construção não implicam em linearidade alguma, só algum nível de coesão, ou mais importante, coesão em algum nível, e tá aí a filmografia do Charlie Kaufman, por exemplo, para provar isso. Ter um roteiro previsível não garante ou impossibilita que um filme seja bom, tudo depende do andamento.

      Em relação a Thor, não acho que seja somente uma questão de projeção, é até mais simples que isso: na minha modesta opinião, as revistas dele nunca foram muito boas, salvo uma ou outra coisa. E por isso mesmo não poderíamos esperar grande coisa do filme. Thor é um filme pipoca, sem sombra de dúvida, e acho que a leveza com a qual Brannagh levou o filme foi essencial para que não se tornasse mais uma caricatura, ou um filme com arroubos de ensaio sobre a humanidade como o fraco O Incrível Hulk com o Edward Norton. O grande mérito de Thor é aceitar ser um filme pipoca, e não se incomodar em ficar entre a total e completa baboseira e um filme de herói que avalia a condição do homem-enquanto-ser-humano-inserido-na-sociedade-blá-blá-blá…

      Por essas e outras considero Thor um bom filme e Transformers um filme ruim. Thor pode não ser uma obra-prima, mas tem esmero, cuidado, lógica e uma produção que convida você a se relacionar, mesmo que funcione para uns e não para outros. Transformers é um vídeo-clipe de quase duas horas de duração, com muita luz e barulho, e só.

  4. Andre de Lemos permalink
    15/12/2011 11:15

    Enfim, eu entendo seu ponto de vista. Mas argumentção é isso, não? Para que ela possa existir, devemos manter o debate acontecendo. Não terminar o debate e encerrar o assunto. O “dissenssus” prevalece e mantém a possibilidade da diferença, da contra-argumentação do outro. Se não não precisa mais dos comments, certo? Uma opinião basta.

    A boa e velha tradição metafísica a que eu me referia buscam sustentar que há a Verdade e a essência em todas as coisas, e cabe a racionalidade humana atingi-la “by any means necessary”. Feito isso, põe-se um ponto final na discussão e o homem progride, avança, evolui. Assunto encerrado, bola para frente.

    Em suma: a diferença é que eu acho que o fundamental da Argumentação é manter o diálogo acontecendo. Não acho que isso deva necessariamente servir a alguma finalidade pragmática imediata. A metafísica defende que a argumentação deve atender a um objetivo prático e nobre de provar e estabelecer verdades sobre o mundo. Para mim toda verdade é sempre relativa, o que não significa dizer que ela é menos importante. A razão humana, por ser humana, não é princípio nem fim, mas apenas um caminho, um meio; ou o meio-do-caminho, se preferir.

    Se o nosso objetivo é determinar o que é o mundo, o que são as coisas e etc. de uma vez por todas, tendemos a nos aproximar demais de algo que é eterno, perene e imutável, absoluto e, porque não, Divino, ouso dizer. Aí sim, meu caro, temos uma puta egotrip que é mais viciante do que o crack. Talvez por isso a metafísica seja a lógica de todos os “donos da verdade”, desde Platão até o Jair Bolsonaro.

    Só mais algumas coisas:

    1) vc reclama de filosofos “chatos”, não sei o que isso significa, mas os fantasmas de Kant e Hegel parecem assombrar sua argumentação. Caberia investigar. Mas, no mesmo movimento, você também defende “toda a teoria de análise fílmica que existe”. Eu desconheço as principais referências no campo, mas lhe pergunto: isso não seria “chato”, só os filósofos alemães? Ou isso é apenas uma questão de gosto?

    2) Vc procura sustentar seu argumento falando em termos pessoais: sua “humilde opinião”, que vc acha, que isso e aquilo. Da forma como vejo, isso só confirma minha tese: a máscara da objetividade apenas traveste o gosto pessoal de um halo de cientificidade através de jogos retóricos e figuras de linguagem previa e supostamente aceitos universalmente (Kant). Para mim, só convence a quem já está convencido.

    Abs!

    • Eduardo Derbli permalink*
      15/12/2011 11:48

      Mas essa é a minha questão: dizer que tudo é projeção, ou seja, relativo, encerra uma discussão, é quase uma programação neuro-linguística. Como pode-se atingir uma verdade absoluta partindo do princípio que a verdade é uma projeção particular?

      Meu comentário em relação a filósofos chatos foi justamente porque filósofos são chatos. Inclusive os que gosto e que permeiam minha argumentação (como Hegel, Kant e Platão, o último citado por você). Foi um comentário justamente para tentar evitar transformar essa conversa em um tratado, mas se isso ofendeu você, peço desculpas.

      “Humilde opinião” foi ironia, e confesso que, relendo o comentário, talvez não tenha ficado claro. Não sou humilde, nunca fui, e a leitura deste blog (ou se mera existência) já deixa isso claro. De toda forma, não tenho qualquer intenção de encerrar diálogo no blog, e certamente afirmar que considera que outra pessoa está errada não o faz. Pode não ser a forma mais educada de argumentar (e talvez por isso não tenha seguido carreira acadêmica, pois me falta o traquejo político necessário apesar de minha profunda curiosidade teórica), mas não encerra discussão. Novamente, peço desculpas por eventual ofensa.

      Tudo isso vem do simples fato de eu entender a coisa de uma forma que talvez não tenha ficado clara: gostar ou não de um filme não faz dele bom ou ruim. Eu odeio os filmes do Tarantino (exceto Bastardos Inglórios), do Woody Allen e do Scorcese, mas não afirmo que são filmes ruins. Taí pra mim a diferença entre a projeção e a teoria fílmica, entre os filósofos chatos e o teóricos de cinema chatos.

  5. Andre de Lemos permalink
    15/12/2011 13:16

    Ofender, Duda? Aqui não há como me ofender, nem porquê, nem poder para isso. Relaxa, não existe isso para mim aqui. Mas a liberdade de falar um monte de coisas é o mais legal do blog! Jamais me senti, como poderia, ofendido aqui. Estou entre amigos.

    Como pode-se atingir uma verdade absoluta partindo do princípio que a verdade é uma projeção particular? Simples. Não se pode. Sacou meu ponto? A própria noção de verdade (tomista ou retórica?) é o que está em jogo. O conceito de verdade não é um dado, mas algo que se experiencia, que se vive enquanto tal, em relação aos outros, em debate. Por isso é “relativa”, vem de “por em relação”, de ser-em-relação aos outros.

    Quanto a encerrar o debate, eu repito o que eu disse no final do meu segundo post: “A gente discorda, discute e não há conclusão final, como vc disse. Há apenas o diálogo. Até porque, “Deus está morto”, nobre Eduardo. Mas isso é, também, uma interpretação”. Se eu convencer ótimo, se não tudo bem também. O importante é deixar as ideias claras.

    Não “radicalizo” a minha opinião por sabê-la ser apenas isso. Uma interpretação, que é, por sua vez, bastante pessoal. Posso muito bem conviver com o fato de que haverá muitas outras nem mais nem menos, mas tão válidas quanto, como a sua e a de nossos silenciosos expectadores (eles estão por aí… E rindo!).

    Não se preocupe quanto ao seu traquejo diplomático. O pathos do seu discurso é seu estilo e o tom apropriado (mostly). Eu permaneci na Academia e já vi coisas dantescas de gente muito mais “abalizada”, se é que isso significa alguma coisa positiva, por aí… Acredite! O melhor de tudo é que a gente debateu um monte de coisas legais, e permanecemos no mesmo lugar: em discordância. Podemos levar nossos debates às raias do delírio, por meses a fio…

    Numa coisa concordamos, por incrível que pareça: “gostar ou não de um filme não faz dele bom ou ruim.” – essa é a mesma opinião que defendi no segundo post. Por isso digo que é questão pessoal.

    Partindo do mesmo pressuposto: gostar ou não de filosofia (ou de filósofos) não faz deles, necessariamente, “chatos”, certo? huahuahuahua…

    Enfim, estamos parecendo o Frank Miller e o Allan Moore, cada um tentando convencer o outro a ver que terra “é” redonda ou “é” quadrada…

    • Eduardo Derbli permalink*
      15/12/2011 14:01

      Isso provavelmente significa que estamos virando velhos cheios de manias, como Miller e Moore.

      Bom saber que não ofendi, isso deixa claro que nas próximas conversas, posso ir um pouco mais além!

  6. Andre de Lemos permalink
    15/12/2011 14:19

    Certo!

    Idem, por aqui, mas sem golpes abaixo da linha da cintura, hein? Morder orelhas também está fora de questão.

    Acho que o bottom line deve ser algo entre nossos devaneios filosóficos e um “Roast”…

    Huahuahuahua…

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