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Cadê a Lewis?

06/09/2013

Então saiu o trailer do remake do Robocop, dirigido pelo José Padilha.

Sim, parece legal. O Robocop em si ficou bem mais maneiro do que eu pensei que ficaria – toda a vibe Homem de Ferro caiu bem, e acho até que se a Marvel não o tivesse feito, Padilha sofreria para vender esse conceito. O filme também tem um elenco invejável, com Gary Oldman, Beetlejuice e Nick Fury, mas ainda é difícil saber como o protagonista vai se sair. Concordo que o prognóstico é positivo. Masssssss…

  • Sem cena de fuzilamento? Explosão genérica de carro? Peralá! A cena original foi uma das mais marcantes do cinema dos anos 80 e não vai rolar nem um tributo? Com medinho da classificação indicativa?
  • Sem perda de memória? Sem família que vai embora? Pô, tiraram mais da metade da parte efetivamente trágica da história dele.
  • O que aconteceu com a OCP? No filme original, os caras escondem da família que ele está vivo e o transformam. Nesse, pedem autorização da família? Antes uma empresa corrupta, que exerce o monopólio sobre a (falta de) segurança urbana, agora uma empresa humanitária? What porra is that? Um dos temas do filme original é a corrupção corporativa…
  • O que é o cabelo do Samuel L. Jackson?

Tenho quase certeza que será um filme maneiro. Padilha é bom, e parece ter caprichado. Mas cairá na falha de tantos outros remakes: será parecido com o original, mas diferente na sua essência, que foi o que realmente conquistou as platéias no passado.

E você, o que achou?

Via Topless Robot.

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4 Comentários leave one →
  1. 06/09/2013 11:08

    Também senti a mesma coisa… Digo, falta da Lewis.
    E a Detroid não parece tão assustadora assim. =/
    Acho que a revisão de roteiro do cara que fez o remake de Vingador do Futuro não foi uma boa. Sentido que o filme perdeu algo importante e caiu para generalização blockbuster.
    Só frase clássica de efeito não faz um RoboCop.
    Maaasss é só um trailer e tem muita coisa legal. Oremos.

    o/

  2. Andre de Lemos permalink
    09/09/2013 15:04

    Bom, pelo que eu entendi, do que ouvi por aí, “a” Lewis no Reboot/Remake será “o” oficial Jack Lewis! Isso mesmo, será um “dude”, não uma “duda”…

    Putz… Que merda, Duda! Foi mal, eu não quis dizer isso… Rs…

    😉

    Não achei o trailer bombástico, esperava mais exatamente pelo que ouvi por aí e pelo que já assisti do Padilha. Gostei demais das referências ao original, inclusive no lance da evolução da armadura do Robocop. O chavão: “Dead or Alive, you’re coming with me!”… “CRÁSSICA”! Na medida certa.

    Eles realmente fizeram um filme PG13. Não duvido nada que o Padilha faça um Director’s Cut para o DVD/Blu-ray que seja um pouco mais sanguinolento, mas… Veremos.

    O original (assisti de novo aqui em casa outro dia) ainda é um filme atualíssimo. Não soa datado. Um reboot/remake torna-se extremamente questionável por isso mesmo. A sacada do original era brilhante: grandes corporações (representada pela OCP) assumindo funções do Estado como segurança pública (eles compram a porra da Polícia de Detroit!), construção de moradias, geração de empregos etc., em plena administração Reagan, os impactos de uma lógica corporativa (de pessoas jurídicas), que visa ao lucro e só, com zero culpabilidade na esfera pública. Era foda demais.

    O novo deve explorar essa questão, mas por outro ângulo, evidentemente. Não ficou ainda bem claro qual. Talvez a indústria armamentista ou a venda de robôs para os militares (que estava no primeiro) e seu uso nas guerras que os EUA inventam fora de seu território (Síria? Irã? Afeganistão II: Mission (un)accomplished?).

    Os dilemas entre o homem e a máquina devem estar lá também. Pelo que o personagem de nosso querido Gary Oldman diz: “Na ilusão de livre-arbítrio”, deve ter a ver com a reconquista da consciência humana.

    Concordo com o Duda, “atentado” contra o Murphy ficou meio genérico mesmo. O lance da família também foi mudado, parecem mais presentes, não como memórias a assombrar, mas como presenças fortes para reforçar a pressão ao lado humano do Robocop, no sentido de marcar que sua faceta humana foi jogo de publicitários para vender um produto. Ele ficou com cabeça e mão direita para cumprimentar as pessoas na rua, para elas se identificarem com ele, mas ele ainda me parece um produto e uma arma (agora ele atira com a mão esquerda!).

    O lance da Corporação mentir está lá também. Eles prometem à família que ele ficará vivo. Mas não dizem o que farão de fato com ele. Ele virou um robô, programado. Mas no original pareceu mais condizente, tipo: ele é nosso, compramos, pagamos, faremos o que quisermos e foda-se!

    Enfim, veremos o que nos aguarda esse filme.

    • Eduardo Derbli permalink*
      25/09/2013 09:16

      Talvez essa questão da lógica corporativa que você citou possa vir a ser a chave pra essa mudança na OCP. As empresas dominantes de hoje tem um perfil inovador, participativo e social, não tão antagonista como os monopólios dos anos 80. Talvez estejamos só vendo a pele de cordeiro…

  3. Andre de Lemos permalink
    25/09/2013 11:06

    Boa!

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